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Calculadora de ponto de equilíbrio
Informe o custo fixo mensal, o preço médio de venda e o custo variável de cada venda. A calculadora mostra quantas vendas e quanto de faturamento o mês precisa para o lucro chegar a zero — e quanto falta além disso para atingir o lucro que você quer.
Atualizado em agosto de 2026Cálculo no seu navegador, sem cadastro
Ponto de equilíbrio contábil
479 vendas/mês
- Faturamento de equilíbrioReceita mensal em que o lucro fica exatamente em zero
- R$ 26.332,05
- Margem de contribuição unitáriaPreço médio menos custo variável de cada venda
- R$ 25,90
- Índice de margem de contribuiçãoQuanto de cada real vendido sobra para pagar o custo fixo
- 47,1%
- Meta por dia de funcionamentoConsiderando 26 dias abertos no mês
- 18,4 vendas
- Ponto de equilíbrio econômicoCusto fixo mais o lucro-alvo de R$ 4.000,00 — R$ 34.826,25 de faturamento
- 634 vendas
- Ponto de equilíbrio financeiroDescontando R$ 900,00 que não saem do caixa — R$ 24.420,85 de faturamento
- 445 vendas
A conta exata dá 478,8 vendas e o número mostrado é o arredondamento para cima, porque meia venda não existe. O resultado vale enquanto o mix de produtos e serviços mantiver esse preço médio: se o desconto do mês puxar o ticket para baixo, o ponto de equilíbrio sobe junto.
O pró-labore do dono é custo fixo, não lucro. Se ele não estiver dentro do custo fixo informado acima, o ponto de equilíbrio calculado cobre a empresa, mas não paga o seu salário.
Esta calculadora é uma ferramenta de apoio à gestão e trabalha com preço médio e custo variável constantes, o que é uma simplificação: mix de produtos, sazonalidade e mudança de faixa tributária alteram o resultado. Ela não substitui a apuração contábil nem o cálculo de tributos, que dependem do regime da empresa, da receita bruta acumulada em 12 meses e, no Anexo III, do fator R. Antes de usar os números para decidir preço, contratação ou financiamento, confirme com seu contador.
Os três tipos de ponto de equilíbrio
A mesma empresa tem três pontos de equilíbrio diferentes ao mesmo tempo, e cada um responde a uma pergunta distinta. Confundir os três é o motivo mais comum de a conta bater na planilha e não bater no extrato.
| Tipo | O que precisa cobrir | Fórmula | Para que serve |
|---|---|---|---|
| Contábil | Custo fixo total do mês | Custo fixo ÷ margem de contribuição unitária | Saber a partir de qual venda o lucro contábil deixa de ser negativo |
| Econômico | Custo fixo mais o lucro-alvo ou o custo de oportunidade do capital | (Custo fixo + lucro desejado) ÷ margem de contribuição unitária | Definir meta de venda que remunera o dinheiro investido no negócio |
| Financeiro | Custo fixo menos as despesas que não saem do caixa, como depreciação | (Custo fixo − depreciação) ÷ margem de contribuição unitária | Saber o mínimo para o caixa fechar o mês sem buscar dinheiro fora |
Simples Nacional — Anexo III e o custo variável
O imposto sobre a receita é custo variável e entra direto na margem de contribuição. Estas são as faixas do Anexo III, que abrange a maior parte dos prestadores de serviço, conforme a Lei Complementar nº 123/2006.
| Receita bruta acumulada em 12 meses | Alíquota nominal | Parcela a deduzir |
|---|---|---|
| Até R$ 180.000,00 | 6,00% | — |
| De R$ 180.000,01 a R$ 360.000,00 | 11,20% | R$ 9.360,00 |
| De R$ 360.000,01 a R$ 720.000,00 | 13,50% | R$ 17.640,00 |
| De R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,00 | 16,00% | R$ 35.640,00 |
| De R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,00 | 21,00% | R$ 125.640,00 |
| De R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,00 | 33,00% | R$ 648.000,00 |
Exemplo resolvido
Um caso completo, do custo fixo até a meta diária, com os números fechando.
- Custo fixo mensal
- R$ 12.400,00
- Preço médio por atendimento
- R$ 55,00
- Custo variável por atendimento
- R$ 29,10
- Margem de contribuição unitária
- R$ 25,90
- Índice de margem de contribuição
- 47,1%
- Ponto de equilíbrio contábil
- 479 atendimentos
- Faturamento de equilíbrio
- R$ 26.332,05
- Ponto de equilíbrio econômico (lucro-alvo de R$ 4.000)
- 634 atendimentos
- Ponto de equilíbrio financeiro (depreciação de R$ 900)
- 445 atendimentos
A divisão exata dá 478,8 atendimentos e, como não se vende meio corte, o número prático é 479 — o que em 26 dias de funcionamento equivale a 18,4 atendimentos por dia. Do 480º atendimento em diante, cada corte põe R$ 25,90 de lucro no caixa da Rafaela: os 155 atendimentos que separam 479 de 634 rendem R$ 4.014,50, que é o lucro-alvo de R$ 4.000 com folga de catorze reais. Se ela criar um combo que derrube o ticket médio de R$ 55 para R$ 50 sem mexer na comissão de 40%, a margem cai para R$ 23,30 e o ponto de equilíbrio sobe para 533 atendimentos — 54 cortes a mais no mês para chegar ao mesmo lucro zero.
Como calcular o ponto de equilíbrio passo a passo
A conta é uma divisão só. O trabalho está em classificar cada despesa no lado certo antes de dividir.
- 1
Separe custo fixo de custo variável
Custo fixo é o que você paga mesmo vendendo zero: aluguel, salário com encargos, contador, sistema, pró-labore. Custo variável só existe quando há venda: comissão, insumo, imposto sobre a receita e taxa da maquininha.
- 2
Use o preço médio real, não o da tabela
Pegue o faturamento do mês passado e divida pelo número de vendas. Esse ticket médio já embute desconto, combo e promoção. Quem usa o preço cheio da tabela calcula um ponto de equilíbrio menor do que o verdadeiro.
- 3
Calcule a margem de contribuição unitária
Preço médio menos custo variável unitário. Se o resultado for zero ou negativo, pare aqui: não existe ponto de equilíbrio, porque cada venda nova aumenta o prejuízo em vez de reduzir.
- 4
Divida o custo fixo pela margem
O resultado é a quantidade de vendas do mês em que o lucro fica em zero. Para o valor em reais, divida o custo fixo pelo índice de margem de contribuição, que é a margem unitária dividida pelo preço.
- 5
Transforme a meta mensal em meta diária
Divida o resultado pelos dias em que a empresa abre. Uma meta de 479 vendas no mês vira 18,4 por dia em 26 dias de funcionamento — número que a equipe consegue acompanhar e o total mensal não.
- 6
Refaça a conta quando o custo mudar
Reajuste de aluguel, contratação, mudança de faixa do Simples Nacional ou aumento da taxa de cartão movem o ponto de equilíbrio. Recalcular a cada trimestre, ou sempre que um custo fixo mudar, evita descobrir o prejuízo só no fechamento.
Perguntas frequentes
As dúvidas que mais aparecem sobre ponto de equilíbrio e margem de contribuição.
Como calcular o ponto de equilíbrio?
Subtraia o custo variável unitário do preço médio de venda para achar a margem de contribuição e divida o custo fixo mensal por ela. Com custo fixo de R$ 12.400 e margem de R$ 25,90 por venda, o ponto de equilíbrio é 479 vendas no mês. Para o valor em reais, divida o custo fixo pelo índice de margem de contribuição: R$ 12.400 dividido por 47,1% dá R$ 26.332 de faturamento.
Qual a diferença entre ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro?
O contábil cobre só o custo fixo e zera o lucro. O econômico soma ao custo fixo o lucro que você quer ter, então sempre exige mais vendas — no exemplo desta página, R$ 4.000 de lucro-alvo elevam a meta de 479 para 634 vendas. O financeiro desconta do custo fixo o que não sai do caixa, como a depreciação de R$ 900, e cai para 445 vendas. Use o financeiro para sobreviver no mês e o econômico para planejar o ano.
O que entra no custo fixo e o que entra no custo variável?
Custo fixo é o que você paga mesmo com faturamento zero: aluguel, salário com encargos, contador, internet, sistema e pró-labore. Custo variável nasce da venda: comissão do profissional, insumo consumido, imposto sobre a receita e taxa da maquininha, que costuma ficar entre 1,5% e 3,5% no débito e no crédito à vista. O erro mais comum é jogar comissão no custo fixo, o que derruba artificialmente a margem de contribuição e distorce todo o cálculo.
Por que meu ponto de equilíbrio deu um número absurdo ou impossível?
Quase sempre porque a margem de contribuição ficou próxima de zero ou negativa. Se o custo variável é 90% do preço, sobram R$ 5,50 de cada venda de R$ 55, e pagar R$ 12.400 de custo fixo exigiria 2.255 vendas no mês. Quando o custo variável iguala ou supera o preço, não existe ponto de equilíbrio: vender mais aumenta o prejuízo, e a solução é preço, comissão ou insumo, nunca volume.
Ponto de equilíbrio em quantidade ou em faturamento: qual usar?
Use quantidade quando o preço médio é estável e a equipe precisa de uma meta diária concreta, como 19 atendimentos por dia. Use faturamento quando você vende itens de preços muito diferentes, porque aí a quantidade média perde sentido. As duas versões saem da mesma conta: a de reais é a de unidades multiplicada pelo preço médio, com diferença de centavos por causa do arredondamento.
Com que frequência preciso recalcular o ponto de equilíbrio?
No mínimo a cada trimestre, e imediatamente sempre que um custo fixo mudar: reajuste anual de aluguel, contratação, novo financiamento. No Simples Nacional há um gatilho extra — ao ultrapassar R$ 180.000 de receita bruta acumulada em 12 meses, a alíquota do Anexo III sobe de 6% para uma efetiva crescente, o custo variável aumenta e o ponto de equilíbrio sobe sem que nenhuma despesa fixa tenha mudado.
Fontes
Os conceitos e as alíquotas usados nesta página vêm das referências abaixo.
- Ponto de equilíbrio, margem de contribuição e formação de preço — Sebrae
- Lei Complementar nº 123/2006 — Simples Nacional e Anexo III — Presidência da República
- Simples Nacional — anexos e cálculo da alíquota efetiva — Receita Federal
Outras ferramentas de gestão
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