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Calculadora de queda de tensão

Informe a tensão, a carga, o comprimento do cabo e a seção do condutor. A calculadora mostra a queda em volts e em porcentagem, a tensão que chega ao ponto de utilização e se o circuito fica dentro do limite da NBR 5410.

Atualizado em agosto de 2026Cálculo no seu navegador, sem cadastro

Queda de tensão no circuito

5,26%

Corrente de projeto
34,1 A
Queda em volts
11,57 V
Tensão no ponto de utilizaçãoPartindo de 220 V no quadro
208,4 V
Limite adotadoAcima do limite
4%
Seção mínima para ficar no limiteCálculo exato: 5,26 mm², arredondado para a seção comercial acima
6 mm²

A queda calculada passa do limite adotado. Aumentar a seção é a saída mais direta; reduzir o comprimento do trecho ou dividir a carga em mais de um circuito também resolve.

O cálculo usa resistividade de 0,01786 Ω·mm²/m a 20 °C e despreza a reatância do cabo. Em seções acima de 70 mm² e em circuitos com fator de potência baixo, a reatância passa a pesar e a queda real fica maior que a estimada aqui.

Esta calculadora é uma ferramenta de apoio: considera apenas a resistência do condutor a 20 °C e despreza a reatância, o efeito da temperatura de regime e a corrente de partida de motores. Instalação elétrica exige projeto e execução por profissional habilitado, com os cuidados da NR 10, e o dimensionamento final deve ser conferido contra a edição vigente da NBR 5410 e as condições reais da obra. Condutor subdimensionado aquece, degrada a isolação e é causa frequente de incêndio em instalação predial.

Limites de queda de tensão da NBR 5410

O limite depende de onde começa o trecho medido. Quem mede do quadro terminal até a tomada tem 4%; quem mede desde o ponto de entrega da distribuidora tem 5% para o percurso inteiro.

Valores do item 6.2.7 da NBR 5410, expressos em relação à tensão nominal. Os limites são cumulativos: mesmo numa instalação com transformador próprio, que admite 7% no total, nenhum circuito terminal isolado pode passar de 4%.
Situação da instalaçãoContado a partir deLimiteItem da NBR 5410
Circuito terminal, do quadro de distribuição ao ponto de utilizaçãoQuadro terminal4%6.2.7
Fornecimento em tensão secundária de distribuiçãoPonto de entrega da distribuidora5%6.2.7 c)
Unidade consumidora com transformador MT/BT próprioTerminais secundários do transformador7%6.2.7 a)
Ponto de entrega no secundário do transformador da distribuidoraTerminais secundários do transformador7%6.2.7 b)
Instalação alimentada por grupo gerador próprioTerminais de saída do gerador7%6.2.7 d)

Cobre e alumínio: o que muda na conta

A resistividade é o único parâmetro do material que entra na fórmula. Ela define quanto de tensão se perde por metro de cabo.

Valores de projeto adotados nesta calculadora: 1/56 para o cobre e 1/35 para o alumínio. A NBR 5410 impõe condições e seções mínimas para o emprego de condutores de alumínio em baixa tensão; confira as restrições da norma antes de especificar.
MaterialResistividade a 20 °C (Ω·mm²/m)Condutividade (m/Ω·mm²)Seção equivalente à do cobre
Cobre0,01786561,00 vez
Alumínio0,02857351,60 vez

Exemplo resolvido: chuveiro a 38 metros do quadro

Um caso em que o cabo aguenta a corrente com folga e mesmo assim precisa aumentar.

Rafael instalou um chuveiro de 7.500 W em 220 V numa casa em Anápolis (GO). O quadro fica na área de serviço e o cabo de cobre percorre 38 metros até o banheiro dos fundos. O eletricista puxou 4 mm², seção que suporta a corrente com folga pelo método B1.
Corrente de projeto (7.500 ÷ 220)
34,09 A
Queda com 4 mm²
11,57 V
Queda percentual com 4 mm²
5,26%
Tensão no chuveiro com 4 mm²
208,4 V
Potência efetiva do chuveiro
6.732 W
Queda com 6 mm²
7,71 V (3,51%)
Tensão no chuveiro com 6 mm²
212,3 V

Com 4 mm² a queda chega a 5,26% e estoura o teto de 4% do circuito terminal: o chuveiro entrega 6.732 W em vez de 7.500 W, quase 770 W a menos, e o banho sai morno no inverno. Subindo para 6 mm² a queda cai para 3,51%, a tensão no ponto vai a 212,3 V e a potência efetiva sobe para 6.983 W. A conta do calor estava certa; o que faltou foi verificar a queda.

Como calcular a queda de tensão passo a passo

Cinco passos. O terceiro é a fórmula, mas o que costuma dar errado é o segundo.

  1. 1

    Levante a corrente que o circuito conduz

    Se tiver a corrente de placa ou medida com alicate amperímetro, use ela. Se só tiver a potência, divida pela tensão em monofásico, e pela tensão vezes √3 vezes o fator de potência em trifásico.

  2. 2

    Meça o comprimento real do cabo

    É o caminho que o condutor percorre dentro do eletroduto, subindo parede e contornando laje — não a distância em linha reta entre o quadro e o ponto. Esse é o erro mais comum: 12 metros medidos na planta viram 19 metros de cabo.

  3. 3

    Aplique a fórmula

    Queda em volts = fator × ρ × comprimento × corrente ÷ seção. O fator é 2 em monofásico e √3 em trifásico. A resistividade ρ vale 1/56 para cobre e 1/35 para alumínio, em Ω·mm²/m.

  4. 4

    Converta para porcentagem

    Divida a queda em volts pela tensão nominal e multiplique por 100. É esse número percentual que a NBR 5410 limita, e não o valor absoluto em volts.

  5. 5

    Compare com o limite do trecho

    Circuito terminal tem teto de 4%. Se o trecho conta do ponto de entrega, o limite acumulado é 5%. Passou? Suba uma seção comercial e recalcule: a queda cai na mesma proporção em que a seção sobe.

Faixas de tensão consideradas adequadas pela ANEEL

Serve para interpretar o resultado: se a tensão no ponto cair abaixo da faixa adequada, o problema pode estar na instalação interna e não na rede da distribuidora.

Faixas de tensão em regime permanente do PRODIST Módulo 8, para atendimento em tensão nominal igual ou inferior a 1 kV. Elas se aplicam à tensão medida no ponto de conexão com a distribuidora, antes das perdas da instalação interna.
Faixa de atendimentoRede 127 VRede 220 V
Adequada117 V a 133 V202 V a 231 V
Precária110 V a 117 V ou 133 V a 135 V191 V a 202 V ou 231 V a 233 V
Críticaabaixo de 110 V ou acima de 135 Vabaixo de 191 V ou acima de 233 V

Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem sobre queda de tensão em circuitos de baixa tensão.

Como calcular a queda de tensão de um circuito?

Multiplique o fator do sistema pela resistividade do material, pelo comprimento do cabo e pela corrente, e divida pela seção do condutor. O fator é 2 em circuito monofásico e 1,732 em trifásico; a resistividade é 1/56 para cobre e 1/35 para alumínio, em ohm vezes milímetro quadrado por metro. O resultado sai em volts e vira porcentagem quando dividido pela tensão nominal.

Qual o limite de queda de tensão da NBR 5410?

A norma limita a queda em 5% contada do ponto de entrega até o último ponto de utilização em fornecimento de tensão secundária, e em 7% quando o trecho começa nos terminais secundários de um transformador próprio ou na saída de um gerador. Em qualquer um desses casos, a queda dentro de um circuito terminal não pode passar de 4%.

O que acontece quando a queda de tensão passa do limite?

A potência entregue por uma carga resistiva cai com o quadrado da tensão: 6% de queda tiram cerca de 11,6% da potência do chuveiro. Em motores o efeito é pior, porque a corrente sobe para compensar a tensão baixa, o enrolamento aquece e a vida útil do isolamento diminui. Lâmpadas piscam e contatores chegam a desarmar na partida.

A queda de tensão muda entre cobre e alumínio?

Muda. Com resistividade de 1/56 contra 1/35, um condutor de alumínio tem cerca de 60% mais resistência que um de cobre de mesma seção, e produz queda proporcionalmente maior. Para chegar à mesma queda, a seção de alumínio precisa ser aproximadamente 1,6 vez a de cobre, o que normalmente significa subir uma ou duas seções comerciais.

Uso a distância até o ponto ou o dobro dela na fórmula?

Use a distância de ida apenas, ou seja, o comprimento de um condutor entre o quadro e o ponto. O caminho de retorno da corrente já está embutido no fator 2 da fórmula monofásica. Quem usa o dobro da distância e ainda multiplica por 2 dobra a queda calculada e acaba especificando cabo muito acima do necessário.

Como reduzir a queda de tensão sem trocar todo o cabo?

Há três caminhos. Aumentar a seção do condutor, que reduz a queda na mesma proporção: passar de 4 mm² para 10 mm² corta a queda em 60%. Aproximar o quadro da carga, instalando um quadro secundário no meio do percurso. Ou dividir a carga em dois circuitos, o que reduz a corrente de cada um pela metade.

Normas e fontes

Os limites e os critérios usados nesta calculadora vêm das referências abaixo.

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